Após a morte Antonio Luís Alves de Souza, mais conhecido como Neguinho do Samba, aos 54 anos, em outubro de 2009, a Associação Educativa e Cultural Didá, mais conhecida pela primeira banda persussivas de mulheres do Brasil a Banda Didá, ficou no comando da diretoria de projeto do grupo, o braço direito de Neguinho, Viviam Caroline, jornalista e diretora geral da Didá. Como presidente ficou a filha do Antonio, Débora Regina de Souza.
A banda nasceu em 1993, após várias tentativas de Neguinho do Samba em criar uma banda de mulheres. “Antes, a comunidade rejeitava a idéia de uma banda feminina e desestimulava Neguinho do Samba. Alegavam uma falsa fragilidade feminina, dizendo que as mulheres não tinham tempo, talento, força física ou interesse em ser percussionista”, exclama Viviam.
Neguinho tinha uma postura era bem paterna, super protetora e rigorosa, que interferiam plenamente e positivamente na vida das meninas. “Seus conselhos sobre a vida eram diários, e seus palpites especialmente sobre namorados sempre davam certo”, fala aos risos a diretora.
Segundo Savana, uma das cantoras do grupo, Neguinho, era dono de uma sabedoria impressionante. “De domingo a domingo, em qualquer parte da cidade, se ele visse uma menina da banda ia lá saber o que estava acontecendo”, comenta a cantora.
Sobre a recepção das meninas, ao assumir a diretoria de projetos, Vivam, nós falou que a sua relação com as meninas é de extrema confiança. “Sei que compartilhei a direção com ele por quase 16 anos e isso me confere uma gama de experiência muito vasta. Hoje, eu e Débora atuamos juntas e tentamos ao máximo honrar os ideais de Neguinho”, fala a diretora.


Nenhum comentário:
Postar um comentário