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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
O sustento e a dificuldade
Atualmente, a associação tem os seguintes projetos: Didá Banda Feminina, Projeto Sòdomo, Bloco Afro Didá, Loja, Projeto Ialodê - Corte, costura e costumização de camisetas. O sustento da Didá se dá por meio de permutas, doações, eventos e projetos pontuais. Entre os principais pontos negativos que as meninas passam é a falta de patrocínio.
O sentimento conjunto por meio de duas mulheres!
Viviam Caroline e Débora Regina, diretora e presidente da Didá, respectivamente, comentam que a Didá é parte delas, cheguaram ainda adolescentes para aprender a tocar. Sentem-se produto do projeto e que o projeto é também um produto delas. "A Didá é a essência de Neguinho do Samba e ele se faz presente nos ritmos, nos sonhos, nas lembranças e também nas expectativas futuras", fala Débora.
As mulheres no comando
Após a morte Antonio Luís Alves de Souza, mais conhecido como Neguinho do Samba, aos 54 anos, em outubro de 2009, a Associação Educativa e Cultural Didá, mais conhecida pela primeira banda persussivas de mulheres do Brasil a Banda Didá, ficou no comando da diretoria de projeto do grupo, o braço direito de Neguinho, Viviam Caroline, jornalista e diretora geral da Didá. Como presidente ficou a filha do Antonio, Débora Regina de Souza.
A banda nasceu em 1993, após várias tentativas de Neguinho do Samba em criar uma banda de mulheres. “Antes, a comunidade rejeitava a idéia de uma banda feminina e desestimulava Neguinho do Samba. Alegavam uma falsa fragilidade feminina, dizendo que as mulheres não tinham tempo, talento, força física ou interesse em ser percussionista”, exclama Viviam.
Neguinho tinha uma postura era bem paterna, super protetora e rigorosa, que interferiam plenamente e positivamente na vida das meninas. “Seus conselhos sobre a vida eram diários, e seus palpites especialmente sobre namorados sempre davam certo”, fala aos risos a diretora.
Segundo Savana, uma das cantoras do grupo, Neguinho, era dono de uma sabedoria impressionante. “De domingo a domingo, em qualquer parte da cidade, se ele visse uma menina da banda ia lá saber o que estava acontecendo”, comenta a cantora.
Sobre a recepção das meninas, ao assumir a diretoria de projetos, Vivam, nós falou que a sua relação com as meninas é de extrema confiança. “Sei que compartilhei a direção com ele por quase 16 anos e isso me confere uma gama de experiência muito vasta. Hoje, eu e Débora atuamos juntas e tentamos ao máximo honrar os ideais de Neguinho”, fala a diretora.
A banda nasceu em 1993, após várias tentativas de Neguinho do Samba em criar uma banda de mulheres. “Antes, a comunidade rejeitava a idéia de uma banda feminina e desestimulava Neguinho do Samba. Alegavam uma falsa fragilidade feminina, dizendo que as mulheres não tinham tempo, talento, força física ou interesse em ser percussionista”, exclama Viviam.
Neguinho tinha uma postura era bem paterna, super protetora e rigorosa, que interferiam plenamente e positivamente na vida das meninas. “Seus conselhos sobre a vida eram diários, e seus palpites especialmente sobre namorados sempre davam certo”, fala aos risos a diretora.
Segundo Savana, uma das cantoras do grupo, Neguinho, era dono de uma sabedoria impressionante. “De domingo a domingo, em qualquer parte da cidade, se ele visse uma menina da banda ia lá saber o que estava acontecendo”, comenta a cantora.
Sobre a recepção das meninas, ao assumir a diretoria de projetos, Vivam, nós falou que a sua relação com as meninas é de extrema confiança. “Sei que compartilhei a direção com ele por quase 16 anos e isso me confere uma gama de experiência muito vasta. Hoje, eu e Débora atuamos juntas e tentamos ao máximo honrar os ideais de Neguinho”, fala a diretora.
Mulheres da Didá e a afrodescendência
A Banda Didá, grupo criado pelo maestro Neguinho do estará completando 17 anos no dia 13 de dezembro. A idéia da formação deste grupo partiu da necessidade de amparar socialmente e resgatar a cultura dos afros descendentes da região do Centro Histórico de Salvador.
O nome Didá significa em dialeto africano, criação, e partindo da sua busca constante por novas formas de expressão, ele formou esta banda apenas com mulheres, aliando como em tudo que fazia, a preocupação social.
Viviam Caroline, atual diretora da Didá, afirmou que neste momento, a banda concentra seus esforços nos preparativos para o Carnaval. “Nosso carnaval é uma ação solidária na qual arrecadamos, em troca da inscrição, alimentos não perecíveis, que distribuímos por diversas creches, asilos e instituições de caridade da cidade”.
Os cursos oferecidos à comunidade pela banda Didá, significam muito mais do que uma qualificação para o mercado de trabalho. Sem desprezar esta inclusão, há uma grande preocupação em resgatar a cultura afro descendente e valorizar o indivíduo. Continuando a falar entusiasmada sobre o projeto, Viviam comenta que estão preparando um curso de Costumização, elaborado a partir de pesquisas e consultas com especialistas da indumentária étnica e este será o principal aspecto a ser valorizado.
Além dos conhecidos 'fuxico' e 'retalhos', outras técnicas que ajudam a construir a imagem dos afro descendentes, serão ensinadas. “Tendo resgatado a auto estima com a valorização cultural do cidadão, procuramos capacitar os concluintes do curso, que são trinta por turma, para o empreendorismo”, conclui.
Sem disfarçar o orgulho com os projetos da Banda Didá, Viviam conta que fizeram uma parceria com a Casa da Música, na Lagoa do Abaeté e no dia 10 de janeiro de 2011 estarão realizando um evento no local.
A um ano da maioridade, a Banda merece os aplausos de todos pelo projeto que desenvolve, com a preocupação de englobar todos os aspectos necessários para o resgate cultural e inclusão social da comunidade. Principalmente, por se tratar de uma região da cidade que sofre pelo descaso e abandono total do poder público.
O nome Didá significa em dialeto africano, criação, e partindo da sua busca constante por novas formas de expressão, ele formou esta banda apenas com mulheres, aliando como em tudo que fazia, a preocupação social.
Viviam Caroline, atual diretora da Didá, afirmou que neste momento, a banda concentra seus esforços nos preparativos para o Carnaval. “Nosso carnaval é uma ação solidária na qual arrecadamos, em troca da inscrição, alimentos não perecíveis, que distribuímos por diversas creches, asilos e instituições de caridade da cidade”.
Os cursos oferecidos à comunidade pela banda Didá, significam muito mais do que uma qualificação para o mercado de trabalho. Sem desprezar esta inclusão, há uma grande preocupação em resgatar a cultura afro descendente e valorizar o indivíduo. Continuando a falar entusiasmada sobre o projeto, Viviam comenta que estão preparando um curso de Costumização, elaborado a partir de pesquisas e consultas com especialistas da indumentária étnica e este será o principal aspecto a ser valorizado.
Além dos conhecidos 'fuxico' e 'retalhos', outras técnicas que ajudam a construir a imagem dos afro descendentes, serão ensinadas. “Tendo resgatado a auto estima com a valorização cultural do cidadão, procuramos capacitar os concluintes do curso, que são trinta por turma, para o empreendorismo”, conclui.
Sem disfarçar o orgulho com os projetos da Banda Didá, Viviam conta que fizeram uma parceria com a Casa da Música, na Lagoa do Abaeté e no dia 10 de janeiro de 2011 estarão realizando um evento no local.
A um ano da maioridade, a Banda merece os aplausos de todos pelo projeto que desenvolve, com a preocupação de englobar todos os aspectos necessários para o resgate cultural e inclusão social da comunidade. Principalmente, por se tratar de uma região da cidade que sofre pelo descaso e abandono total do poder público.
Projeto "Vem pra Didá, Vem pro Pelô!"
A Banda Didá, um dos mais reconhecidos projetos da Associação Educativa e Cultural Didá, já participou de vários editais de música. O último deles, o projeto "Vem pra Didá, vem pro Pelô!", contou com o incentivo da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia e teve a participação de grandes nomes da música baiana, como Daniela Mercury, Margareth Menezes, Mariene de Castro e Márcia Short. Veja alguns vídeos das apresentações:
Banda Didá proporciona auto estima a mulheres de Salvador
O vídeo abaixo é uma breve apresentação do Projeto Didá.
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